DIÁRIO DE VIAGEM
Texto e fotos Adriana Cruz (dri+)
Caminhos da Índia
Cenário da nova novela da Globo, a Índia é, sem dúvida, um país mágico e cheio de surpresas
Um país mágico, sem dúvida nenhuma. Nas ruas sujas se vê a miséria, a religiosidade e a resignação de um povo, se não adaptado, pelo menos integrado a uma vida sem grandes expectativas de ascensão social por ser uma sociedade que adota o sistema de castas.
Em terra de religião predominantemente hindu, politeísta, tudo é atribuído a uma divindade. As vacas, que são animais sagrados, assim como os macacos perambulam pelas ruas com imunidade absoluta, porém famintos, esses pobres bichos que não possuem um dono, devem se preocupar em conseguir o seu próprio alimento para a sobrevivência.
Contrastes existem, como no Brasil entre a suntuosidade e a pobreza. Palácios de marajás com luxuosos acabamentos contrariam a paisagem de milhares de miseráveis pedintes e famintos. É tudo bonito e feio ao mesmo tempo.
Para se transitar pelo país, devido a sua extensão e para os que têm tempo contado, avião é a melhor opção, porém para os românticos e dispostos a gastar mais tempo por lá a via férrea é uma boa opção. Dá para conhecer todo o país por trem. Já o transporte rodoviário, esse fica bem prejudicado pelas condições precárias das estradas (buracos, gente por todo lado, falta de sinalização, trânsito caótico), sem contar o método inglês onde as mãos são invertidas – o que causa um certo incômodo para nós que temos sempre que olhar pra nossa esquerda antes de atravessar a rua (muito cuidado!).
A rede hoteleira do país é bem estruturada para a recepção dos turistas, sendo inclusive possível se hospedar em palácios transformados em hotéis.
Por quase todo o país fala-se inglês (um sotaque um tanto peculiar, muitas vezes difícil de entender), principalmente nos locais que são rotas turísticas, porém espanhol e português, nem pensar! Já em regiões mais afastadas dos roteiros habituais a comunicação vai ficando mais difícil pois muitos só falam o hindi ou os outros milhares de dialetos do país.
Devido à desvalorizada moeda local, a rúpia, os preços acabam não sendo tão dolorosos aos nossos bolsos, mas podem-se encontrar tapetes ou tecidos de seda (compras típicas) bem além dos orçamentos habituais brasileiros. É importante praticar a pechincha!
Taj Mahal
A cidade mais visitada na Índia é Agra. Aí se localiza o Taj Mahal –monumento construído pelo imperador Shah Jahan entre 1630 a 1652 para sua esposa favorita morta após dar à luz seu 14° filho, e com certeza uma das maravilhas do mundo. Fantasticamente encantador por sua beleza, expressividade e riqueza de detalhes, ele encanta turistas de todos os cantos. Eu, pessoalmente, fiquei extasiada diante daquela imensa construção em nome de um amor perdido – muito romântico e triste.
A culinária, com suas famosas especiarias -que acabam, aos desavisados, causando constrangimentos -, é muito, mas muito apimentada mesmo. A comida baiana não chega a ser páreo nem de longe.
Muitos visitam a Índia para aprender com os iogues locais e os gurus que lá vivem. Outros por questões religiosas visitam e se banham nas águas sagradas do rio Ganges. Há ainda aqueles que vão procurar a milenar medicina ayurvédica que é baseada em princípios de energia corporal.
Bom, ainda existem as praias, os desertos e a região do Himalaia ao norte, onde vive o Dalai Lama e onde predomina a população budista do país, sem contar os famosos iogues, sadhus e faquires que acabam sendo de grande interesse para os turistas e suas câmeras fotográficas. Como se pode concluir, a Índia é um lugar indubitavelmente cheio de surpresas.
Namastê!
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