MODA
Produção, Hair e Make-up: Sandro Bergamo
Modelo: Rafaela Arpi (Fetiche Models)
Fotos: Geraldo Betiol
Cabeças: Marcelo Pranstetter e Sandro Bergamo
Carmen Miranda,
a diva brasileira
Esta edição de Regional homenageia o centenário do mais vibrante símbolo brasileiro: Carmen Miranda. Um ensaio de moda foi especialmente produzido para a revista.
Carmen, embora nascida em Portugal, consagrou-se como a primeira cantora internacional que o Brasil produziu e até hoje é considerada a maior artista brasileira de todos os tempos. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Carmen gravou 322 músicas em dez anos, brilhou no cinema nacional, nos estúdios de Hollywood e nos palcos da Broadway. Sua primeira gravação é datada de 1929, tendo o samba "Não Vá Simbora" e o choro "Se o Samba é Moda". Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra Você Gostar de Mim (Taí)".
A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os EUA. Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo, fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe Eu Quero", "Tico-tico no Fubá", "O Que É Que a Baiana Tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood.
No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, com exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença. Arrasada, voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. Voltou para Beverly Hills em 55, e em agosto teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de 1 milhão de pessoas seguiu o cortejo de seu enterro. Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.
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fonte: Museu Carmen Miranda/Rio de Janeiro.
CONFIRA O ENSAIO COMPLETO NA EDIÇÃO IMPRESSA DA REVISTA REGIONAL DE ABRIL.
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